quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Comer, Rezar, Amar (Part. 2 - Rezar)

Olá...
Voltando ao livro Comer, Rezar, Amar que resenhei a 1ª Part. (Comer/Roma) AQUI!
Hoje vou falar um pouquinho da 2ª Part. do livro: Rezar/Índia!

Lembretes:
1- Contém Spoliers.
2- É um resenha pessoal.
3- Nessa parte todas as religiões são citadas e tratadas com muito respeito pela autora, assim como ela fala sobre essas a partir de sua compreensão e farei minha resenha a partir da minha compreensão.
4- Pode ser tão longo quando Comer, mas é tão rico quanto.

Vamos lá? Boa Leitura reflexão!


Pra quem achou eu que Liz já havia superado toda a dor, e que agora seria um tempo de paz e relaxamento num Spa de Meditação, pode tirar o cavalinho da chuva (que tem caído torrencial por aqui).


Mais uma vez Liz, gente como a gente, sei lá, me refero 'a gente' pois, metades das pessoas que conheço sofrem desse 'mal'. Mentes inquietas e sobre isso Liz ainda nos diz o que é muito óbvio, mas que mesmo assim pouco levamos em consideração que é " Outro problema de toda essa pulação de galhos do pensamento é que você nunca está onde está. Você está remoendo o passado ou especulando sobre o futuro, mas raramente para no momento presente", tá Liz, eu entendo completamente isso e concordo em tudo, mas... não é tão simples, posso ouvir Liz dizendo isso, olhando pra mim.
O que ela faz é se esforçar para encontrar o equilibrio, encontrar uma maneira de 'aquietar' a mente que insiste em lhe tirar o momento, o agora. A tarefa é árdua, e por vezes ela perde o controle, se desespera, mas não desiste, o que ela faz? Muda as estratégias, e torna a muda-las todas as vezes que a antiga já não serve mais. Acredito que esse sim é o caminho, seja para encontrar Deus, o Divino, a paz interior, o seja lá o que for. E isso é bastante enfatizado por ela, não importa as forma que usara para encontrar, ou chegar áquilo que busca, o importante é encontrar aquilo que de certo pra você, pra sua vida.




Ou seja, não culpe somente si, ou somente o mundo, ou Deus... somos agentes transformadores, agimos e reagimos aos estímulos, mas tudo ao nosso redor também é assim. Liz enfatiza  a importância de fazermos por nós, de mudarmos nossas respostas diante das situações de nossas vida.

E se fugir ou esquivar das situações desagradáveis e dolorosas pelas quais passamos, simplesmente olhássemos de frente pra elas? Em momento algum, Liz disse que seria indolor ou fácil, mas que essa era o única estratégia para aquele momento que ela ainda não havia tentado.

Talvez enfrentar as situações e dizer: Olha eu sei que está tudo uma merda, mas foi o melhor que eu puder fazer, então por favor pare agora! é basicamente o que ela faz, e ainda lança um lembrete onde diz que isso não impedirá dos pensamentos, lembranças e todo sentimento ruim importunar novamente, mas você poderá usar isso como um mantra. Porque no fim das contas, foi feito o melhor que se pode, diante das ferramentas que se dispunha.

A paz que procuramos, eu digo isso em nome de muitas pessoas mais uma vez, talvez seja simplesmente isso, não se permitir dominar por esse turbilhão de dor que pode ser a vida, apenas tentar silenciar aquilo que não se pode modificar e modificar  forma com a qual você lida com aquilo. Como fazer isso? ai já não existem formulas, ou mantras, rituais universais, como muito é citado nessa parte: NENHUMA ESTRATÉGIA É ETERNA, MAS TODAS SÃO VÁLIDAS!

Acredito muito nisso, todas as estratégias são válidas para encontrar essa paz que buscamos, essa leveza e despreocupação, isso vale para o encontro com Deus no caso do livro, ela precisou mudar várias vezes a forma de conduzir sua estadia na Índia, afim de encontrar o que procurava. E o que dava certo um dia, no outro já não funcionava.
O caminho é árduo, mentes inquietas pulam de galho em galho, fazer elas pararem é um sacrificio e tanto, mas não é impossível, ao menos isso me consola, uhauahua !!

Mais uma vez, agradeço imensamente se chego até o fim desse post imenso, talvez confuso, mas muito revelador (ao menos foi pra mim rs) pra ser sincera, acho que os quotes fotografados seriam o suficiente pra entrar nessa esfera em que Liz lutou e venceu e recebeu o prêmio, sua paz interior o encontro com Deus.

Beijos,
Bru -)

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