terça-feira, 15 de dezembro de 2015

50 tons de cinza - Roteiro e atuações deslizam na adaptação para o cinema


De início vou deixar bem claro que eu não li o livro (até por que esse trabalho é da Bruna rsrs), porém isso não quer dizer que eu não me inteirei de saber como a banda toca e a quantas andou o livro. Pois bem, o romance (?) se passa em Seattle, muita chuva e muito romantismo para cenário de um dos best sellers mais comentados desde Crepúsculo (que serviu de inspiração para a autora, diga-se de passagem, mas isso é outra história).









Logo de cara somos apresentados ao Sr. Christian Grey (Jamie Dornan), mantendo sua forma física e se arrumando com seus ternos caríssimos em um closet de fazer inveja. A nossa querida Anastasia Steele (Dakota Johnson), estudante e que trabalha numa loja de ferragens, bem que se esforçou para ter consigo todos os medos e estereótipos das mulheres, mas mesmo assim ainda faltou alguma coisa para Dakota (que tem o mesmo problema de Chloe Grace Moretz em Carrie – A Estranha) tem muita beleza para um papel que no contexto do livro, não exigiria tanto, quero dizer que, seria normal alguém se interessar por uma garota linda como a Dakota. Também faltou algo para o Jamie, pode ser que, por que ele não era a primeira ou a segunda escolha para o papel, que foi recusado por quase meia dúzia de outros atores (incluindo Matt Bomer – White Collar era meu indicado para viver o Sr. Grey), tenha faltado mais interesse e desejo de fazer o papel.


A medida que o filme tenta se desenrolar, são colocadas cenas de alivio cômico, fazendo assim, o filme tomar contornos de comedia romântica erótica, fica maçante e até chato ver tantas explicações do porquê do porquê do porquê, pelo menos o fato dele não largar do pé dela foi retratado bem no filme, ele parece um cão de guarda (rsrs), vale ressaltar nessa altura que a fotografia do filme e a trilha sonora são de primeira (o passeio de helicóptero ao som de Ellie Goulding é muito bonita).


Após muitos diálogos sobre o contrato de dominador/submissa e algumas cenas mais picantes, eis que ela surge no famoso quarto vermelho pronta para satisfazer seu dominador e... e é isso. Muitos estavam esperando essa exploração mais a fundo, com mais afinco ou que tivéssemos mais do que chicotes e cordas para amarrar as pernas e braços da submissa, num filme com uma pegada que se diz sadomasoquista, a crítica foi pega de surpresa por relances e minutos do seu famoso best seller. O filme deixou um pouco a desejar no principal trunfo do livro, que são os detalhes picantes da relação do casal, talvez pela faixa etária do filme, ou pela não tão boa atuação da dupla chave do filme, mas a verdade é que se não fosse pelo alarde que o livro da E.L. JAMES fez, esse filme não teria tido vida longa. Esperar pelo próximo filme para vermos se com um pouco mais de tempo em tela, sem o excesso de explicações de um simples ‘contrato’ a dupla consegue um melhor desempenho, e um pouco mais de entrosamento.

Comentem o que acharam do filme, e vamos discutir pessoal,

^^)

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