sexta-feira, 11 de março de 2016

A Bruxa - Crítica

Muito se tem falado desse filme do estreante diretor Roger Eggers, várias críticas surgiram em sites especializados (mais que o normal), então resolvi assistir o filme antes de ver todas essas críticas que estão na rede. Pra começar a desvendar o filme, vamos pontuar que ele pesa por ter que carregar o gênero terror, talvez esse tenha sido um dos principais erros do filme, apesar de ter elementos do ocultismo e ser muito tenso do inicio ao fim, o gênero terror não se encaixa no perfil do filme, seria algo do tipo drama, com toques de ocultismo e forte influencia do catolicismo da época.
O filme é ambientado nos estados unidos, no século XVII, o ano datado do filme é 1630, numa comunidade em New England (posteriormente estado americano), o filme acompanha uma família de colonos Ingleses que logo no inicio do filme são expulsos da comunidade em que vivem, e tem que se estabelecer as margens de uma floresta, para tentar continuar suas vidas normalmente. Aqui cabe um parênteses sobre de como o filme é bem ambientado, é bonito visualmente, fotografia perfeita, muito da tensão do filme se dá pela atmosfera criada pelo diretor, o isolamento dos personagens chega a ser angustiante mesmo, o clima criado no filme é perfeito, o dialeto do inglês arcaico e rustico, tudo funciona em favor do filme, não é a toa que ele ganhou o festival de Sundance.
Logo de cara a filha mais velha do casal Thomasin (Anya Taylor-Joy) perde inexplicavelmente o bebe Samuel, percebemos que a partir desse evento o filme começa a dar pistas de como chegara ao seu clímax. Caleb (Harvey Scrimshaw) o filho do meio do casal é quem da o tom das ações da bruxa, destemido e com demônios internos que na época eram mais pesados que hoje em dia, ele assume bem o papel de nos apresentar o que realmente espera a família puritana. A família ainda conta com os gêmeos Mercy e Jonas (Ellie Grainger e Lucas Dawson), que também mostram sinais que algo errado encontra-se nas redondezas, além do patriarca William (Ralph Ineson) e da mãe Katherine (Kate Dickie), nesse ponto do filme, com o desaparecimento de Samuel os pais se veem em uma situação envolvendo negação e punições divinas, já que sua plantação também não vai bem.
















O filme da indícios promissores de sua trama, Caleb, Thomasin e os gêmeos Mercy e Jonas são peças fundamentais na trama e eles não fazem feio, ótimas atuações das crianças, mais uma vez mostrando o desespero e isolamento da família. A medida que o filme avança, o problema do gênero vem a tona e as perguntas são certeiras, mas cadê a bruxa? Isso é mesmo um filme de terror? Por que demora tanto a acontecer algo? Por que tanto se fala de Deus no filme? Essas e outras perguntas aparecem na cabeça do espectador que foi ao cinema para ver o clichê de sustos e sangue do gênero terror ultimamente. Caso for esse seu conceito de terror, passe longe do filme a bruxa, ele esta mais para um filme conceito como foi A Bruxa de Blair na época, do que um grande filme de terror e sustos. Não que isso seja ruim, já que a tensão do filme prende o espectador até o final (o filme é melhor nos últimos 20 minutos, mas seu desfecho pode ser muito frustrante).
Em resumo, o filme tecnicamente é extremamente bom, as atuações são muito convincentes e a narrativa tem uma certa fluidez, mas quando se lê criticas em todos os meios enaltecendo o filme, é normal criar uma grande expectativa em cima do produto, que nesse caso, não faz jus, pois o produto entregue como "terror", apenas raspa no gênero.


















Uma presença constante no filme e não tem como negar é a forte crença num ser superior e punitivo, que em certos momentos chega a cansar no filme, devido ao excesso, mas apesar disso ainda se encaixa bem no contexto da época.

Pra finalizar, só um pedido, assistam sim o filme, e tirem suas próprias conclusões, nada do que a mídia colocar pode ser mais importante que a opinião própria.

E quem já assistiu, o que achou?? Bom ou ruim?? Deixe seu comentário e vamos discutir o filme.

Tarcísio ^^)

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