quarta-feira, 29 de junho de 2016

Resenha: Como Eu Era Antes de Você

Título: Como Eu Era Antes de Você
Gênero: Drama






Título Original: Me Before You
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

 Antes de mais nada, preciso dizer que enrolei pra ler esse livro pois acreditava ser como os clássicos de Johnn Green (não, eu não gosto dele - me crucifiquem!), ou seja, achei que iriam pegar um P&#@ tema polêmico, fugir pela lateral, jogar açúcar e vender por mais do que vale - OK! Me enganei!


Lou parece não ter um filtro cérebro boca, não que isso seja ruim, é apenas (muito) engraçado, curioso e inesperado. Seus pais parecem não "botar muita fé" nas habilidades da própria filha, aliás ela mesma não acredita que seja - e atribui o título de brilhante e bonita á sua irmã mais nova - mas ela não demonstra se importar com isso.
Já Will é azedo, não que ele não tenha motivos, mas ele julga que as pessoas tenham pena dele o tempo todo, usa de grosserias para fugir de situações, sendo sarcástico, irônico e na melhor das hipóteses mau humorado.






De certa forma a falta de conhecimento da vida de um milionário somado a sua espontaneidade ilimitada tornava Lou, no mínimo engraçada e peculiar ao olhos de Will,fazendo-o torturar a pobre moça com seus comentários sagaz. Mas como tudo na vida tem limite, até a paciência de Lou esgota e ela passa á responder as grosserias dele à altura,o que parece surtir efeito - mesmo que de modo nada tradicional - na relação dos dois, instigando a curiosidade de Will para aquela garota que o atura diariamente.


Patrick e Lou matinham um namoro, era to tipo conveniente, eles estavam juntos a muitos anos e só, não havia nada além disso, não tinham nada em comum mais, (se é que já tiveram um dia) não havia paixão e nem companheirismo apenas comodidade, do tipo: " não vamos mexer no que está dando certo". E ele era totalmente alheio ao novo trabalho da sua namorada. No entanto mais tarde o que se vendia como um viciado em exercícios físicos, mostra-se vingativo e mercenário.




Depois de terminar o livro eu percebi o peso do título, COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, claro que contempla tanto Will como Lou, mas pra mim a mudança e transformação maior acontece com ela. Will resgata nela um brilho e autoconfiança perdidos a algum tempo -  no labirinto do castelo - e lhe dá uma nova perspectiva de vida, em um exercício diário de questionamentos, apontamentos e discussões, a fim de valorizar o que ela tem a falar, de que o canto escondido não é o lugar dela.
Porém muito maior que isso o livro é um exercício de empatia, de compreender as escolhas e respeita-las, independente do que aquilo nos cause, de longe essa é a ápice da leitura, nos chocando diretamente com a polêmica e o dilema sobre em quais circunstância viver e sobreviver.
Pois o conceito que temos do tema vida/viver; que foi aprendido e enraizado culturalmente em nosso comportamento moral, torna-nos menos suscetíveis as escolhas de Will, mesmo ele sendo um personagem, o problema é que isso existe na vida real e existem pessoas que passam e convivem com isso. Falar de morte já é um tabu imenso em nossa sociedade colonizada e predominantemente cristã, imaginem agora falar de suicido assistido? Isso vai muito além do que estamos acostumados a lidar, do ponto de conforto, não fomos e ainda não estamos preparados pra isso, o que não impede que tais fatos aconteçam e certamente é tanto uma escolha, quanto uma aceitação muito dolorosa, que envolvem aspectos maiores que jamais entenderemos sem no mínimo conviver com isso.
Portanto, pra mim o livro não é um romance, mas sou apta á atenção seletiva; e esse tema me manteve em dicotomia entre ser sensível ou sensorial durante toda a leitura, travando uma guerra que não houve vencedor no final, apenas o um infinito de questionamentos.

Bom, no mais o livro é engraçado, mas acredito que a cota polêmica atinge seu máximo e o humor entra justamente pra quebrar essa linha - não precisamos de mais Jojo, obrigada! E o final sim pode ser classificado como romance, em que as coisas ganham um significado maior, uma transformação e a superação do que não se pode mudar e nos faz mover em outra direção, uma deixa para a continuação, pode ser mais leve e puxar para o drama romântico.

Quem ai leu? O que mais chamou a atenção?
E ainda essa semana vai rolar post sobre a adaptação para as telonas.


Beijos, Bru
=)

3 comentários:

  1. Olá, Bru!
    Confesso que só tive vontade de ler esse livro depois que vi o trailer do filme haha A estória parece ser linda e emocionante. Darei uma chance!
    Beijos, Garota Vermelha
    www.livrosdagarotavermelha.com.br

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  2. Da sim, porque só li o livro depois do trailer também - li e fui ver o filme!rs
    bjs

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  3. Da sim, porque só li o livro depois do trailer também - li e fui ver o filme!rs
    bjs

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