sábado, 14 de janeiro de 2017

Resenha: Corte de Névoa e Fúria/ Sarah J. Maas



" - Você mandou aquela música para minha cela. Por quê?
A voz de Rhysand estava rouca.
- Porque você estava se partindo. E eu não soube encontrar outra forma de salva-la."


O início do segundo livro me comoveu, me causou um desconforto palpável. A antes agitada, afiada e determinada Feyre, se tornou a apática e entristecida Grã-Feéria. Não consigamos mais ser contagiados pela energia dela, como se tudo tivesse esvaído no confronto com a Amarantha.
E pra vida não ficar sem graça Rhy faz sua aparição triunfal no livro, e quando digo triunfal é algo digno de Hollywood mesmo! Aaaah, o Grão-Badboy da Corte Noturna e extremamente envolvente nesse livro. O tipo babaca gostoso e irresistível dos clássicos NA.
Rhy é a tentação quando seu relacionamento com o mozão não está indo muito bem sabe?! "Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia" e o hino da turbulenta vivência de Feyre em terras "inimigas". Até o ar debochado de Rhy é encantador, boymagya da noite, literalmente.
Rhys passa mensagens ambíguas! Quando acreditamos no discurso dele, algo nos faz questiona-lo mesmo que sutilmente. O final é arrepiante! Épico! Da vontade de sair atras da autora e implorar por uma dose extra!
A muito tempo não lia uma fantasia tão boa. Os livros são uma releitura do clássico A Bela e a Fera.
A escrita da autora é espetacular, ela descreve os cenário e personagens tão minuciosamente que nos coloca dentro da dimensão da estória, íntimos dos personagens e suas particularidades. Nos envolve na trama e na magia dos acontecimentos que não percebemos pra onde está nos levando. Como uma pessoa entorpecida, não enxergamos o erro iminente mesmo a um palmo de nossos narizes, nos agarrando a idealização do que foi descrito e oferecido como verdade imutável, até levarmos uma rasteira e percebermos que a Fera está mais pra Gastão, no comando de uma relação abusiva. E a princesa altruísta demais precisa ser resgatada de si mesma e das antigas convicções que tinha. O príncipe talvez seja o mais improvável, e talvez não seja um príncipe de contos de fadas, mas um parceiro e amigo para toda hora.


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Beijos, Bru
=)


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