sábado, 4 de fevereiro de 2017

Resenha: A Fúria e a Aurora/ Renée Ahdien

"- Não é comum. Mas não é uma supresa. É a maldição de ser uma mulher - ela disse sarcasticamente.
- É obsceno. Ele merecia ser açoitado.
'Fala o rei que mata uma noiva a cada manhã'."


Peguei o livro pra ler já com sangue no olho, querendo eu mesma matar o rapaz lá e não é que já no prólogo desisti?! Sherazad que ao longo das noites encanta Khalid com suas histórias até o nascer do sol, ganhando um pouco mais de tempo, de vida e também a oportunidade de conhecer melhor seu arqui-inimigo, seus costumes e fraquezas. Porém conhecer conhecê-lo pode fazer suas barreiras começarem a estremecer. Bem como ter vislumbres de um rei que passa a dar sinais confusos do futuro de Sherazad.
Mas parece que o prolongamento sem fim da vida da rainha não agradou a todos e a segurança e tranquilidade terminaram antes mesmo dela ter a chance de experimenta-la.
Enquanto isso, fora do palácio inicia-se uma comoção na tentativa de destronar o jovem rei e salvar Shazi. Porém, Tariq mais parece uma criança birrenta que perdeu seu brinquedo favorito, não gostei dele desde o primeiro momento, suas motivações sempre pareceram egoístas.
O livro é incrível, pra mim uma versão de A Bela e a Fera no Oriente Médio- cheio da beleza e riquezas; do dialeto aos encantos e sabores. Um povo cheio de rituais, com lendas, maldições e oferendas que permeiam sua cultura.
Algo que amo em uma trama é a mulher como uma personagem destemida, ousada e de língua afiada, agora acrescenta isso tudo a uma época e cultura a qual mulheres não eram de grande valia. Mas... ela tinha um rei que valorizava isso tudo, ou melhor se encantou com a singularidade da jovem que era sua esposa. E o final é "PELOAMORDEDEUS" chega logo livro 2 (eu já garanti o meu, e vocês?)!

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Beijos, Bru
😘

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